terça-feira, 22 de maio de 2012
Nesse caso, era doido
E aí que a mina tava sentada na mesa: ela, o paquera e o doido. Ela tava na boa, tomando uma cervejinha, na dela. O paquera, na verdade era um prego, mas ela tava lá, quem sabe... Quem sabe o doido músico começava a tocar um instrumento e olhasse bem no fundo dos olhos dela, ele parecia interessante. Foi isso que aconteceu e a mina pirou na pala do doido. O doido perguntou pro paquera da mina de que músicas ela gostava e ir acertando o passo.
''Cachaça do carai'', a minha pensou. Quem não tava bebo, já tava querendo, e como uma cena de novela das 8 ele faz uma promessa que não passaria muito tempo sem vê-la. A mina deu uma morridinha soterrada.
Chegou em casa, super viajando na história, na promessa, nas músicas oferecidas, viajando no arco-íris. Ligou o computador e, ÓBVIO, foi procurar o doido no feice. Deu de cara com um: relacionamento sério (nesse caso ele estava se enquadrando em duas classificações, doido e comprometido). A sensação da mina foi: fuen, fuen, fueeeen... Esses homens são lasca!
O tempo passou, a mina de signo de ar, tratou logo de desapegar.
O tempo passou mais e a mina e o doido se encontram novamente... Ela lembra da promessa que ele não cumpriu (e desde quando doido cumpre promessa, não é mesmo?). A história se repete, músicas oferecidas, muitos bares, muitas cervejas, acabam na casa de uma menina que a mina nunca tinha visto na vida (milagre recifense) e o clima rolando com o doido. O dia amanhece, ela resolve ir embora e vai atrás dela e se pegam L-O-U-C-A-M-E-N-T-E escondidos no fundo do prédio.
Segundo a memória etilicamente prejudicada da mina, o povo aparece e resolve ir pra outra casa, às 6h da manhã. Todos vão dormir menos, claro, a mina e o doido e se pegam loucamente no banheiro dessa outra casa que a mina também não faz a mínima ideia de quem seja.
Tava tudo um conto de fadas, lindo, maravilhoso. Conversaram, ele deitado no colo dela, a luz mágica das 7h da manhã invadindo a sala, ATÉ QUE o doido surta. Começa a falar nada com nada e a mina tentando estabelecer um diálogo. O doido começa a cantar, a falar, a cantar-falando, a falar-cantando. Passaram uns 20 minutos e a mina ''entendeu'' que ele tava conversando em forma de música (ai, esses artistas). De repente ele começa a cantar ALTO, a falar, a chorar e a dizer que tava namorando, falar, chorar, gritar, cantar-chorando, chorar-falando, quase uma tragédia grega. E a mina com um grito de - SOCORRO! engasgado na garganta, procurando a capa invisível de Harry Potter e sumir e o doido não deixava.
A mina que ia trabalhar às 11h, conseguiu se livrar às 9h da manhã. Foi trabalhar passada com a doidice alheia, toda quebrada e cheia de roncha.
#asminanãopiraemdoido
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