sábado, 26 de maio de 2012
Quando a música acaba
Começo de namoro: ele, bem educado, tímido, discreto e super apaixonado.
Ela: fala alto, ri alto, depois do terceiro, quarto copo então... a própria se diz bipolar, mas vive na mania.
Ele fazia questão de apresentá-la à família, aos amigos, era um gentleman. Ela andava pisando em ovos, queria muito mesmo ser uma menina de família, garota comportada, com muito esforço fazia a linha de moça apaixonada, mas queria mesmo era só dá uns amassos no boy e pronto. Se eu disser que isso é coisa de ariana, ela não vai acreditar. Na verdade o coração dela tava longe dali, mas gostava da forma gentil que era tratada por ele. É assim: homem não pode ver mulher bonita e mulher não pode ver homem gentil, eis o segredo.
Num desses esforços para ser uma boa menina de namorinho de portão, foi com ele para uma festa de reveillon chiquetérrimo, no qual estariam os chefes do garoto promissor. Festa vai, festa vem, champagne,música alta, as pessoas falando alto com dificuldade. Até que encontraram um dos chefes dele com a esposa. Apresentaram-se, ela fazendo a linha, sempre! Deram dois beijinhos, quase não escutam os nomes. O chefe e a esposa falam qualquer bobagem entre eles, na dificuldade do som alto. Ela também aproveita para falar qualquer bobagem com ele, também na dificuldade do som alto.
PAUSA:
Sempre tem o momento da auto combustão, aquele momento em que a pessoa pega o galão de gasolina, se molha toda e risca o fósforo e se queima gratuitamente. Esse momento que ela tanto temia, chegou.
CONTINUA:
Sabe aqueles momentos Chaves da sua vida? Comédia pastelão? Pois. O momento em que ela foi falar com dificuldade no ouvido dele, por causa da música alta, sincronizou com aquele momento em que a música PARA. Quem nunca? Eis, que na frente do chefe do menino promissor, na frente da senhora sua esposa, na frente da festa inteira, ela berrou:
- JÁ VI UM ESCURINHO ALI PRA GENTE SARRAR!
O chefe: olhou com uma cara maliciosa, deu uma gaitada e um tapinha no ombro do rapaz promissor.
A mulher do chefe: séria.
Ela: fica gaiza até hoje com essa história.
Ele: Vermelho, não, roxo, não, bege, furta cor. Não falou nada durante uns 20 minutos, segurava a mão dela, mas não deixava mais
ela falar ao seu ouvido.
Depois de 8 meses, eles acabaram e ela voltou com ex. Mas hoje integra o cordão das solteiras do meu Recife.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Nesse caso, era doido
E aí que a mina tava sentada na mesa: ela, o paquera e o doido. Ela tava na boa, tomando uma cervejinha, na dela. O paquera, na verdade era um prego, mas ela tava lá, quem sabe... Quem sabe o doido músico começava a tocar um instrumento e olhasse bem no fundo dos olhos dela, ele parecia interessante. Foi isso que aconteceu e a mina pirou na pala do doido. O doido perguntou pro paquera da mina de que músicas ela gostava e ir acertando o passo.
''Cachaça do carai'', a minha pensou. Quem não tava bebo, já tava querendo, e como uma cena de novela das 8 ele faz uma promessa que não passaria muito tempo sem vê-la. A mina deu uma morridinha soterrada.
Chegou em casa, super viajando na história, na promessa, nas músicas oferecidas, viajando no arco-íris. Ligou o computador e, ÓBVIO, foi procurar o doido no feice. Deu de cara com um: relacionamento sério (nesse caso ele estava se enquadrando em duas classificações, doido e comprometido). A sensação da mina foi: fuen, fuen, fueeeen... Esses homens são lasca!
O tempo passou, a mina de signo de ar, tratou logo de desapegar.
O tempo passou mais e a mina e o doido se encontram novamente... Ela lembra da promessa que ele não cumpriu (e desde quando doido cumpre promessa, não é mesmo?). A história se repete, músicas oferecidas, muitos bares, muitas cervejas, acabam na casa de uma menina que a mina nunca tinha visto na vida (milagre recifense) e o clima rolando com o doido. O dia amanhece, ela resolve ir embora e vai atrás dela e se pegam L-O-U-C-A-M-E-N-T-E escondidos no fundo do prédio.
Segundo a memória etilicamente prejudicada da mina, o povo aparece e resolve ir pra outra casa, às 6h da manhã. Todos vão dormir menos, claro, a mina e o doido e se pegam loucamente no banheiro dessa outra casa que a mina também não faz a mínima ideia de quem seja.
Tava tudo um conto de fadas, lindo, maravilhoso. Conversaram, ele deitado no colo dela, a luz mágica das 7h da manhã invadindo a sala, ATÉ QUE o doido surta. Começa a falar nada com nada e a mina tentando estabelecer um diálogo. O doido começa a cantar, a falar, a cantar-falando, a falar-cantando. Passaram uns 20 minutos e a mina ''entendeu'' que ele tava conversando em forma de música (ai, esses artistas). De repente ele começa a cantar ALTO, a falar, a chorar e a dizer que tava namorando, falar, chorar, gritar, cantar-chorando, chorar-falando, quase uma tragédia grega. E a mina com um grito de - SOCORRO! engasgado na garganta, procurando a capa invisível de Harry Potter e sumir e o doido não deixava.
A mina que ia trabalhar às 11h, conseguiu se livrar às 9h da manhã. Foi trabalhar passada com a doidice alheia, toda quebrada e cheia de roncha.
#asminanãopiraemdoido
sábado, 19 de maio de 2012
Se não for gay, casado ou doido, tá valendo!
Esse é um blog dedicado as mulheres do meu Recife - a cidade com maior raridade de homens em linha reta da América Latina- que estão solteiras, casadas, desquitadas, de amante, ou coisa que o valha.
Depois de ver, e , principalmente, ouvir as mais variadas histórias envolvendo todo tipo de relacionamentos , resolvi registrar algumas peripécias, algumas, as mais inusitadas possíveis! Mas, quem me contou algum causo, não se preocupe, as identidades vão ser borradas, com voz de pato, disfarces e nomes trocados. Isso vale para aquelas que também querem compartilhar sua história aqui no Sex and The City Recifense.
Então, aguardem!!
*Desenho de Tainá Tamashiro
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